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História

Durante muitos anos o mar representou o único meio pelo qual era possível chegar às ilhas. A Madeira não era exceção e chegar aqui era, sobretudo, um privilégio. Daqui ou se emigrava ou se embarcava num cruzeiro turístico, até porque, para muitas companhias de navegação, era e é ponto obrigatório de passagem pela beleza e exotismo do arquipélago.

Mas atendendo à evolução dos meios tecnológicos, nunca deixando de considerar as limitações naturais dessa época, passou-se mais tarde, para uma nova era que veio revolucionar por completo o intercâmbio entre a ilha e o meio exterior.

Assim, a história da aviação no arquipélago da Madeira remonta ao período que se seguiu à II Grande Guerra.

1921

É feita a primeira travessia Lisboa-Funchal, a 22 de março, a bordo de um hidroavião tipo F3, de número 4018 S606 "Rolls Royce", tendo como tripulação: Sacadura Cabral, Gago Coutinho, Ortins Bettencourt e Soubiran.

 

 





1957

Regista-se um novo momento alto na ilha com o primeiro avião a tocar as terras madeirenses, numa pista experimental, no sítio de Santa Catarina. Trata-se de uma pequena avioneta da Direção Geral da Aeronáutica Civil

 







1964

A 8 de julho entra em funcionamento o Aeroporto do Funchal que vem completar o serviço aeroportuário do Arquipélago. Isto depois de rigorosos testes relacionados com as condições meteorológicas. Durante todos estes ensaios fora utilizado um avião Dakota CS-DGA.

O Aeroporto do Funchal, desde a sua inauguração, passa por diversas alterações.

Com mil e seiscentos metros de pista, o Aeroporto do Funchal está operacional e, no primeiro voo comercial regista-se um movimento de passageiros de 80 chegadas e 66 partidas. É, finalmente, uma porta aberta nesta pequena ilha.

 



1972

Ano em que, pela 1ª vez, se pensou dotar a Madeira de um aeroporto intercontinental. Projeto da autoria do Eng.º Edgar Cardoso. É nesta altura que, a delegação Regional de Turismo, então chefiada pelo Eng.º Ribeiro de Andrade, reuniu-se a 12 de dezembro, com os hoteleiros madeirenses, que se mostravam preocupados com a má influência da pequenez do aeroporto no turismo. A tecnologia aeronáutica registava avanços cada vez mais significativos, os aviões eram cada vez maiores e, portanto, incapazes de aterrar na pequena pista de 1600 metros. O turismo estava a ressentir-se; e a Madeira estava a ser prejudicada.

Decidiu-se então, estudar a possibilidade de ampliação do aeroporto ou construção de um novo.


1973

O primeiro terminal é substituído por uma nova gare. Está preparada, então, para receber 500.000 passageiros por ano.










1975

Duas empresas estrangeiras - a "Dixon Spies Association" e a "The Economist Int. Unit" iniciam estudos para a construção de um aeroporto intercontinental na Região. Os documentos são entregues em outubro do mesmo ano, após o que é selecionada a empresa.

Apesar de ser difícil a escolha de um lugar, dada a orografia do terreno e, também, a ocupação populacional dos melhores sítios, a Dixon Spies estuda 15 locais, que à partida oferecem condições para o funcionamento de uma infraestrutura com catácter intercontinental: Ponta do Pargo, Ponta São Lourenço, Santo Amaro, São Martinho, Prazeres, São Jorge, Santana, Porto da Cruz, Caniçal, Camacha, Câmara de Lobos, Porto Moniz, Santo da Serra, Paul da Serra e Caniço.

Apesar de tudo, conclui-se que o melhor lugar continua a ser no sítio de Santa Catarina, em Santa Cruz.


1982 a 1986

A pista, cujo comprimento inicial era de 1600 metros, é aumentada para 1800 metros. O incremento é realizado nas duas extremidades da pista - 50 metros na cabeceira 06, atual 05, no sentido Funchal-Machico e 150 metros na cabeceira 24, atual 23, no sentido Machico-Funchal. Amplia-se também a plataforma de estacionamento de aeronaves que passa de cinco para nove posições.


2000

A 15 de setembro a Região Autónoma da Madeira inaugura uma obra grandiosa, de primordial importância estratégica para a Região e para todo o País: o Aeroporto da Madeira. A nova pista passa a ter 2.781 metros de comprimento.

A estrutura de ampliação da pista do Aeroporto da Madeira é projetada pelo Eng. António Segadães Tavares que reviu e adaptou o estudo existente desde 1980 da autoria do eng. Edgar Cardoso.

Obra de grande complexidade técnica, a Pista é construída parcialmente em laje sobre o mar, tendo sido necessário efetuar um aterro para assentar os 180 pilares que suportam a parte nova da estrutura, na cabeceira 23.


2001

A estrutura de ampliação da pista do Aeroporto da Madeira, vence o "Prémio Secil", prémio de grande distinção a nível nacional.


2002

Inauguração do novo terminal de Passageiros, com quarenta balcões de check-in, dezasseis portas de embarque, três tapetes rolantes para bagagens à partida e quatro para bagagens à chegada.

Para além da reformulação de todos os sistemas e infraestruturas de apoio, nesta obra do aeroporto são igualmente considerados os aspetos ligados aos novos acessos, aos estacionamentos de viaturas, tendo sido ainda dada atenção especial à recomposição da estrutura viária circundante ao aeroporto e ao acesso à cidade de Machico.


2003

Em outubro, é inaugurado o alargamento da área de estacionamento do Aeroporto da Madeira e a reformulação dos acessos pedonais à aerogare.


2004

A estrutura de ampliação da pista do Aeroporto da Madeira volta a ganhar outro galardão, o Prémio Mundial de Engenharia de Estruturas, para além de ter sido selecionada pela Ordem dos Engenheiros como uma das "100 Obras de Engenharia Civil do Século XX".

O prémio mundial reveste-se da maior importância, dado que é a primeira vez que é atribuído a uma obra nacional, concebida e executada pela engenharia portuguesa.